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| Fotografia da minha autoria |
«Fotografar é uma maneira de ver o passado»
O meu coração estará eternamente dividido entre as minhas raízes - Vila Nova de Gaia - e as cidades que me transmitem uma sensação genuína a casa. Porque têm uma energia acolhedora, com um grau elevado de afetos, como se nos envolvessem num abraço interminável. É por isso que sou tão grata pelos e nos regressos, na possibilidade de revisitar os lugares de sempre, que são já uma extensão da minha identidade.
Águeda era mais um local de passagem do que de paragem. No entanto, há memórias insubstituíveis. E, observando o que me rodeia, sou capaz de recuar alguns anos no meu percurso, recordando os passeios ao domingo em que esta rota, de quinze em quinze dias, era uma constante. É impressionante como a vida avança, mas existem laços que nunca se quebram. Na cidade dos guarda-chuvas coloridos, perdi-me de amores pelos detalhes. E deixei-me embalar pelo ambiente festivo.
Aveiro, por seu lado, é um dos exemplos mais automáticos que consigo apontar quando me questionam sobre as minhas cidades favoritas. Porque nunca me canso da sua beleza, da sua hospitalidade, da sua história. Há um traço a paz no ar que convida a permanecer. E mesmo quando não posso ficar muito tempo, é uma dádiva sentir a sua essência familiar. Deambulando pela terra dos Moliceiros e dos ovos moles, é simples decifrar o quanto a Veneza Portuguesa é especial.
O que não posso perder numa próxima visita?




























