Como já contei num post algures gosto muito de fotos históricas - adoro imaginar quem são as personagens, o que terá sido feito delas depois ou qual terá sido o desfecho daquele momento. Acho que a este respeito tenho uma imaginação demasiado fértil, alimentada também pelos livros. Mas vejam: alguém estava lá na altura certa para registar para a posteridade um gesto, um sorriso: fixos para sempre sem passado ou futuro e quase sempre de gente sem nome. Acho que a imagem parada exerce um fascínio diferente da imagem em movimento, talvez por isso o poder da objectiva continue tão grande. Hoje apeteceu-me partilhar mais algumas coisinhas que estão na minha mítica pasta de fotos, talvez faço disto uma sub rubrica:

 (The last kiss of lovers, foto de Alfred Eisenstaedt. 1944)

(Mulher toma um chá sentada num monte de ruínas em Londres durante o Blitz. 1941)

(Dois soldados russos dão uma espiada à revista do cabo americano Thomas Klopack na

base aérea de Poltava, Ucrânia. 1944)

(Soldado da FEB - Força Expedicionária Brasileira - a carregar um canhão M2A1, Toscânia. 1944. Ficaram conhecidos por Cobras fumantes devido a um ditoche da época: é mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. Apesar de ser um regime fascista, Getúlio Vargas colocou-se ao lado dos aliados e enviou cerca de 25.000 homens. Estiveram sobretudo em Itália)