Por Renata Déda

Com a revolução industrial, no século XVIII, passou a ser de fundamental importância ter uma fonte de energia que suprisse todas as necessidades da época, que efervescia perante indústrias e mais indústrias. As primeiras  fontes encontradas foram o carvão mineral e vegetal, que permaneceram nesse ofício por muito tempo, enquanto outras formas de energia eram testadas. Só a partir dos anos trinta, o petróleo passou a ter relevância no setor secundário da economia, sendo responsável por guerras (Guerra dos seis dias – 1967) e crises (1973, 1979), além da fundação da OPEP (Organização dos países exportadores de petróleo) e de empresas como a Petrobras.

Assim como o mundo estava se importando com o “surgimento” do petróleo, o governo brasileiro de Getúlio Vargas resolveu criar em 1953 a Petrobras. Uma empresa brasileira de extração, refino e transporte de petróleo, de capital aberto, cujo valor no mercado foi aumentando cada vez mais até ser, hoje, um exemplo ímpar de empresa, e objetivo de qualquer trabalhador.

Agraciado pela abundância de água doce, o Brasil investiu e ainda investe bastante na produção de hidroeletricidade. Essa fonte abastece praticamente toda a rede de energia elétrica do país e carrega consigo um fator favorável à situação de depredação ambiental que vivemos: é uma fonte renovável. Apesar de imprimir alguns prejuízos à natureza (tais quais mudança do curso do rio, deslocamento de animais nativos), não causa poluição como outras fontes, inclusive o petróleo.

Preocupado com o meio ambiente, o Brasil foi pioneiro no desenvolvimento de biocombustíveis. Desde de 1970, com a criação do Proálcool, o país já vem utilizando o biocombustível mais comum proveniente da cana-de-açúcar: o etanol. São os carros movidos a álcool, muito comuns na década de 80. Atualmente, a nova descoberta é a produção de energia renovável a partir de plantas e gordura animal num processo bem simples. A mamona,  por exemplo, pode ser uma fonte primária para essa energia. É produzido o óleo vegetal e através de um catalisador, retirada a glicerina (substância que prejudica o motor). O produto final é, então, distribuído puro ou junto ao óleo diesel, chamado biodiesel. Entretanto, o petróleo não deixa o primeiro lugar no ranking de energia do Brasil.

Além de sua importância como fonte de energia, o petróleo deixa sua marca na fabricação de vários objetos, sendo a principal matéria-prima. Seja para produzir sacos plásticos, borrachas sintéticas – pneus, brinquedos, aparelhos domésticos, o petróleo não deixa de ser altamente consumido, e toda essa “multifuncionalidade” faz dele primeiro lugar.

A partir desse ponto, percebemos a importância da tão falada descoberta do pré sal que ofuscou, na mídia, a produção de biodiesel. Em 2007, conquistamos a tal auto-suficiência em petróleo, muito importante em casos de crise de abastecimento como ocorreu em 1973, e a Petrobras chegou, nesse mesmo ano, ao valor de R$ 385,1 bilhões, superando gigantes como a Google e a P&G. Toda essa lucratividade é muito importante para desenvolvimento de novas pesquisas, a fim de melhorar cada vez mais a nossa energia.

Toda a polêmica do pré sal girou em torno da tecnologia utilizada para sua exploração. Segundo algumas fontes de pesquisa, a única diferença de tecnologia será para solucionar o problema da distância da costa até esses campos do pré sal, pois a empresa estava acostumada a percorrer de 120 a 150 quilômetros a partir da costa, e as novas bacias estão a mais ou menos 300 quilômetros. Muitos planos estão sendo postos em prática, e um deles terá um custo total de US$ 5 bilhões, geração de 500 novos empregos e 3800 vagas para tripulantes para operar a nova frota que será construída. Paralelamente a esses planos, a Petrobras está investindo em programas e pesquisas que garantirão a produção desse novo tesouro nacional. A exemplo do Procap, que viabilizou a produção em águas profundas, a empresa brasileira está criando o Programa tecnológico para o Desenvolvimento da Produção dos Reservatórios Pré sal, o Prosal. Além de trabalhar juntamente com uma rede de universidades.

Ao contrário do que muitos pensam, a Petrobras não lida apenas com petróleo. Envolve-se também com biocombustíveis, gás natural, produção em usinas termelétricas, hidrelétrica e eólicas, energia solar, hidrogênio, dentre outros. Isso tudo aliado a sua preocupação com o meio ambiente e com a sociedade, ligando-se ao Pacto Global da ONU, à Unicef, faz da Petrobras quarto lugar no ranking das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo, terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado e 5º lugar entre as maiores empresas do mundo. Com o seu lema “Uma empresa integrada de energia que atua com responsabilidade social e ambiental”, a Petrobras se mostra a mais importante empresa do Brasil,  sendo motivo de orgulho para nós brasileiros e nos fazendo esquecer dos maus exemplos, e ter, sim, esperança de melhorar nosso governo.

Nós temos o péssimo costume de engrandecer tudo de ruim que acontece em nosso país. É fato que algumas empresas não são exemplos, nem mesmo o próprio governo, de estabilidade e responsabilidade, mas são nos bons exemplos que temos que nos apegar. Para mim, especificamente, foi difícil achar alguma coisa para falar sobre o Brasil, mesmo com tantas opções. Só aparecia em minha mente “educação” e tudo de ruim que nosso país passa, até que Eduardo me deu algumas sugestões e espero que todos gostem da que eu escolhi.