postado por Rafaé.
Ah, enfim. Uma semana sem Big Brother. Se isso é bom ou ruim, não sei. A verdade é que tem gente milionária, e milhões de pessoas já pensando em produzir um vídeo sedutor pra participar da próxima edição do programa.
Alguns desocupados perdem seu tempo defendendo que um livro do Orwell nem deveria ser associado a um programa tão chinfrim. Panacas! Quem é George Orwell e o tal do 1984, quando comparados ao poeta Pedro Bial, em 2010? Caquéticas ideias, no máximo.
Voltando (adentrando) ao assunto Pedro Bial e poesia. Como são bons os dias de paredão, em que o nosso Bial nos impressiona com a maestria em manusear palavras. Aquelas parábolas poéticas, onde as ideias vão e vem, nos deixando com o coração na boca, ansiosos para saber quem será o eliminado.
Orwell, se estivesse vivo, estaria envergonhado em ter se apropriado do nome Big Brother pra sujar em uma obra tão leviana e vazia. Azar do Pedro Bial, que surgiu com muito mais talento, mas na época errada.
Pra mim, não há dúvidas. Enquanto nosso Bial não emplacar outro sucesso, como o da fantástica tradução do “Filtro Solar”, o povo brasileiro continuará se deliciando com os sonetos do Paredão. Dá pra ver no Youtube…
Feliz de você, Marcelo Dourado. Além de ganhar uma grana preta, recebeu uma maravilhosa composição poética do nosso imortal Pedro Bial. Ou, para os que reconhecem, o Lima Barreto do Projac.
Cuidado aí, Zeca Camargo. Se não, logo você volta a ser repórter para lugares inóspitos e esdrúxulos.
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