«Se o mundo acabar

Quem sou eu para 

Querer ir ver o mar

Parece que o mundo

Agora são só números

Que alguém se lembrou de contar

[...]

Não disse, nem digo 

Adeus a ninguém

Deve dar má sorte

Espanto os meus males

Num desejo sincero

De espantar os de toda a gente

[...]

Como o conhecia

Já não o conheço

A vida está diferente

Agora há mais tempo

Toda gente o sente

Até só se fala no presente

Que agora o mundo é um aquário

E eu sempre só quis nadar ao contrário

Mas se o mundo acabar

Não sou nem ninguém

Para querer ver o mar».