«Nas manhãs sem rumo
Entram pelo quarto medos
Antes de saíres à rua sentes um aperto
No teu coração vivem entretantos
Que não sabes desfazer
Neste canto que mantens guardado
[...]
Estamos sempre a balançar
Sem cair mas a tropeçar
Faz tudo parte do mesmo lugar
Onde não te agarras
Nem sabes o que pensar
Tantas dúvidas incertas
Mas o que é ter razão?
Quem não tem medo?
Sempre em desassossego
Troquem-se as dúvidas
Pela beleza da incerteza»