Cheio de luz
Omnis ars validum est.
Por que? Se o maioral te fez ferir
Suas máculas podres no sudário?
E te mostrou, nas cruzes do templário,
Seu sangue se escorrendo no organdi?
Não foi, oh mestre, este o teu salário?
Seu discordar, seu pálido martir?
O que serás no gélido porvir?
Um anjo! Porém triste e solitário!
És anjo e és demônio. És só e eterno
E a brisa das estrelas que descreu,
Te quebrou o teu laço mais fraterno...
Tu estás preso na pedra que escolheu
Mesmo na escuridão do teu inferno...
Resta a luz que, por hora, não morreu.
Por: Ronan Fernandes
IV/III/MMXIII
Au lever du soleil
fonte da imagem: http://cursoflaviomello.blogspot.com.br
