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| Fotografia da minha autoria |
«Há sempre uma primeira vez»
A magia das primeiras vezes é irrepetível, porque implica uma certa inocência que torna a experiência genuína. A primeira vez a mergulhar numa história, a abrir um livro como quem abre a porta de casa, a sentir o aroma doce das páginas pinceladas a palavras são sensações que nos proporcionam conforto e que estimulam os nossos sentidos, as nossas emoções e a nossa vontade de viver anexados a uma estante, para que nunca se esgote esta chama que acalenta a nossa alma livrólica.
Quando iniciamos uma nova leitura, ainda que ambicionemos que seja arrebatadora, não temos uma noção perfeita do que nos reserva o enredo. E ora avançamos delicadamente, ora absorvêmo-lo com sofreguidão. Por isso, no final, no exato momento em que o devolvemos ao seu lugar, compreendemos que algumas obras permanecerão como uma extensão de nós, quase como se as continuássemos a ler. E, também por essa razão, somos encorajados por um impulso utópico a recuar no tempo, apenas para as descobrirmos sem bagagem, com uma perceção isenta do seu conteúdo. No fundo, para termos a possibilidade de embarcar nesta bela viagem, como se nunca o tivéssemos feito antes.
Observando as prateleiras, encontro livros que adorava ler pela primeira vez. Assim, mostro-vos os oito que figuram no topo da lista.
Os protagonistas poderiam ser outros. Porém, estes têm um traço emotivo: por tudo o que guardam. Por tudo o que ainda me fazem sentir.








