Era uma casa na floresta,

que tinha asas e chaminé,

tinha lareira e lamiré,

uma cadeira,

candeeiro de pé,

tinha família e muita fé,

máquina fotográfica

e um tripé.

Era uma casa na floresta,

iluminada, chá nas canecas,

tinha biscoitos, oito gatinhos,

dois periquitos lá no seu ninho,

piavam alto um dó-mi-ré.

Era uma casa na floresta,

estavam quentinhos,

que grande festa;

tinha um telhado feito de amor;

um coração sempre a bater;

cada sorriso valia mil

e um sentimento primaveril.

Era uma casa na floresta,

milhões de abraços,

que grande festa.


em "Poemas de Encantar Sereias onde Moram as Baleias", poemas de Carlos Nuno Granja e ilustrações de Paulo Salvador Lopes

Advento #4