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Sem respostas
Estava agora à beira do túmulo. Mais uma vez, Samuel apertou a mão da sobrinha. Procurava, ao seu modo, preparar-lhe o espírito para os últimos momentos.
– Coragem, sussurrou.
Caiu a primeira pá de terra, a segunda, e as outras se foram sucedendo. Samuel apertou o corpinho da menina contra o seu, mais e mais, até sentir, na sua própria carne, os soluços que o agitavam.
– Onde está papai?
Samuel não conseguiu responder de imediato. Erguendo a cabeça, sondou as pessoas ali presentes, uma a uma. Em vão. Inspirou um pouco do ar morto, e então respondeu:
– Não sei querida. Não sei…