Há cada vez mais novelas gráficas a serem editadas em Portugal, e ainda bem, porque algumas, como esta, são pequenas pérolas.
A avó de Clémence, a personagem principal, sofre de Alzheimer e, perante o seu desespero em estar fechada num lar, Clémence decide raptar a avó e levá-la numa viagem em busca da hipotética casa de infância.
É claro que fazer uma viagem destas com alguém que sofre de Alzheimer não é fácil, e todo o desespero associado à doença transparece muito bem nas tiras da autora. No meio de tudo isto, a personagem principal está a passar pelo seu próprio processo de auto-descoberta.
É um livro lindo, sobre uma doença dura que as famílias vivem, tantas vezes, de forma muito solitária e sem qualquer apoio. Recomendo muito.

