Mais sobre o livro aqui
Está concluída a 3ª leitura do ano. Era uma das leituras que tinha mais curiosidade e por isso decidi coloca-la já no início do ano.
Trata-se um livro que já ganhou vários prémios, nomeadamente, e mais recentemente, o Prémio Oceanos, situação que contribuiu para aumentar a curiosidade.
O livro, sustentado da história de Cartola e Aquiles, pai e filho, apresenta uma perspetiva, nas palavras da própria autora, que eu concordo, uma visão sombria em relação à vida e à justiça.
Por outro lado, tenho mais dificuldades em concordar com a ideia (também da autora) de que o livro passa uma mensagem de esperança em relação às relações humanas. É verdade até certo ponto, mas no geral encontro mais exemplo no livro do inverso.
É um livro com uma escrita densa cheia de sentimentos, emoções, angustias, algo que o torna muito real, muito à flor da pele. Há momentos em que parece mais uma história real de alguém que a viveu contada na primeira pessoa, com dor e ao mesmo tempo com toques de poesia.
Acho admirável a forma como a autora nos consegue passar a história, numa linguagem trabalhada, cuidada, mas muito crua. É um relato de uma “vida real” de desilusão pontuada por alguma esperança.
É um livro para ser lido e apreciado. Merece todos os elogios que li. Um livro a não perder.

