«Sempre que vais embora, nunca sobra nada
Passo noites em branco, de luz apagada
A pensar, em silêncio, nas águas passadas
Em direções opostas numa mesma estrada
E, quando à noite, deito na minha almofada
Lembro das consequências das escolhas erradas
[...]
E tu 'tas sempre a reclamar
Sobre a vida, falar sem medida
[...]
Mas depois do que aconteceu
Só nos resta dizer adeus
[...]
E agora é tarde para reclamar
Tarde para querer falar
Não sobrou muito a dizer
Tenho outra história a viver
[...]
Sempre que vou embora, nem ligo mais
Sempre que vais embora, penso onde vais
Sempre que vou embora, fico indiferente
Porque, no fundo, somos iguais»