Fotografia da minha autoria

«Sonhos não cabem em gavetas»

Ouço vozes

Que me sussurram

Que namoram no meu ouvido

Cantando-me histórias serenas

De embalar

E eu vou sonhando

De olhar desperto

Sabendo que estás a chegar

Os passos aproximam-se

O meu coração acelera

E tu estás aqui

Dentro do meu abraço

Que será sempre o teu espaço

E o recanto mais terno

Da casa que habita em nós

Abro as janelas

De par em par

Para que os sonhos não se dissipem

Para que este amor levante voe

E sinta que terá sempre um parapeito

Para repousar

Para ficar

Como âncora que atraca no cais