![]() |
| Fotografia da minha autoria |
«A vida é feita de momentos colecionáveis»
O mês da primavera, das andorinhas e da poesia começou com uma novidade bonita - o novo álbum de um dos meus artistas favoritos - e aproveitei a ocasião para comprar bilhete para um concerto ao qual irei sozinha. Arriscar em programas a solo não é algo regular, mas acho importante e estou bastante entusiasmada.
Março, por outro lado, faz sempre sentir o peso da ausência, das saudades e dos aniversários que ficaram em suspenso, mas nunca esquecidos. Por isso, as tulipas não permaneceram só em casa, foram preencher o vazio noutro lugar - mesmo que não tenha, em nenhum momento, a mesma energia (só homenagem). E no meio de um luto que nunca tem pausa, apenas deixa de trovejar por dentro, há sempre um manifesto de amor.
Acolhi muitas coisas maravilhosas neste mês e sei que a maior parte delas delas deixará saudades. Que bom que foi vivê-las na primeira pessoa, bem perto de todos aqueles que são o melhor que tenho na vida.
as coisas maravilhosas de março
os fragmentos aleatórios
As eleições legislativas deram muito em que pensar, até porque sinto que o desnorte era uma sensação transversal a grande parte da população. Por esse motivo, foi um alento ler a newsletter do Jota, porque construiu uma espécie de guia eleitoral para totós, elucidando-nos sobre o assunto.
O Diogo Piçarra lançou o seu mais recente álbum, SNTMNTL, que representa uma aventura pela música eletrónica, mas sem esquecer as origens e a sua identidade. Como o próprio procurou transmitir através do título, este trabalho «não significa só sentimental» - daí a omissão das vogais - e, creio, é mais uma prova do quanto consegue ser camaleónico, como escrevi aqui. Ter uma representação física é mesmo especial.
POTTS: Tea, Coffee, Cakes and Books
O facto de o nome ser «inspirado em Mrs. Potts, a famosa bule do clássico "A Bela e o Monstro"», um dos meus filmes favoritos, já era indicador do quanto este espaço tinha tudo para me arrebatar, mas é claro que os fatores não se esgotaram nesta curiosidade. Leiam aqui a minha opinião completa sobre o espaço.
Como ramo de Páscoa, o meu afilhado ofereceu-me um bilhete para o concerto d' Os Quatro e Meia, no Super Bock Arena. A Rita da Nova anunciou a data em que sairá o seu segundo livro (17 de abril). Tive mais uma sessão de escrita. E celebrei tanto o Dia Mundial da Poesia, como o Dia do Livro Português.
as músicas e os álbuns
🎧 Bênção, Mizzy Miles, Van Zee & Bispo;
🎧 Saudade, Miguel Araújo & Os Quatro e Meia;
🎧 Obeah Me, Richie Campbell & Notnice;
as publicações
Não me conformei com a possibilidade de nunca vir a ser uma autora publicada, apenas compreendi que não é bem isso que me move. Quero, mas não será o fim do mundo se nunca vier a acontecer. Porque, quando mais nada fizer sentido, a escrita estará lá para mim. E, por isso, continuarei a escrever.
O Supergigante, que conhecemos como Edgar no livro de Ana Pessoa, estava sempre a correr, muitas vezes sem saber se corria atrás de algo em concreto. E há uma passagem na qual afirma que é como se ele «próprio tivesse chegado atrasado à [sua] história». De repente, parecia que a sua vida já ia a meio, mas ele tinha acabado de chegar ali: àquele momento, àquele sentimento. E a minha dúvida foi: quem o fez acreditar nisso?
os filmes, as séries e os podcasts
Aos poucos, as séries que acompanho vão regressando. Este mês, estreou a temporada 7 de S.W.A.T.: Força de Intervenção e a temporada 2 de Alert: Unidade de Pessoas Desaparecidas.
Erro 404
A nova série da RTP1 tem Inês Aires Pereira no papel de protagonista e uma premissa que me pareceu intrigante. Estes dois fatores foram o suficiente para querer ver e posso já adiantar que está a prometer e a cumprir. Rita acabou de perder a melhor amiga e companheira de casa. Mergulhada numa tristeza profunda, completamente desmotivada e apática, encontra uma réstia de esperança numa aplicação: a Appy, que lhe permitirá viver a vida de outras pessoas. No estado em que se encontra, sente que não tem algo a perder, no entanto, a fase experimental desta aplicação pode trazer-lhe consequências irreparáveis.
Quanto a podcasts, destaco três episódios extraordinários: Alexandra Lucas Coelho no A Beleza das Pequenas Coisas (Parte 1 e Parte 2), Capicua no Voz de Cama e Tomás Wallenstein no Watch.tm.
os livros
📖 alma lusitana
📖 ler djaimilia
📖 clube do livra-te
📖 12 livros para 2024
Outros livros do mês: A Cicatriz (Maria Francisca Gama) | Supergigante (Ana Pessoa) | Finalmente o Verão (Mariko Tamaki) | A Importância do Pequeno-Almoço (Francisca Camelo - releitura) | Um Preto Muito Português (Telma Tvon) | Nini (Ticas Graciosa) | Ode Triumphal à Cona (Cláudia Lucas Chéu) | A Ilha das Árvores Desaparecidas (Elif Shafak).
os momentos
Acompanhei a minha melhor amiga a uma ecografia e fazer parte deste momento, para além de me comover, deixou-me com ainda mais vontade de conhecer a Lúcia - estamos todos à tua espera, pequenina. Além disso, há uns dias, surpreendemo-la ao aparecermos no chá de bebé que as colegas de trabalho organizaram.

A minha família também vai aumentar! Quando o meu primo ligou a dar a boa nova, fiquei de coração a transbordar de felicidade. Vem aí mais um menino para acompanhar toda a loucura deste núcleo duro.

Diogo, Luís Franco-Bastos
Tem sido entusiasmante acompanhar a sua evolução, enquanto humorista, porque acho que se predispõe a explorar várias camadas, interligando uma certa crítica social e apontamentos mais descontraídos e pessoais com bastante naturalidade. No grupo de artistas que faço por ver ao vivo, ele aparece destacado, mas já tinha assumido a derrota de não ter conseguido assistir ao seu mais recente solo - restava-me aguardar pela possibilidade de o disponibilizar numa plataforma online. Mas os pequenos milagres existem e o Luís Franco-Bastos regressou ao Porto, em sessão dupla - leiam aqui a experiência completa.
Como foi o vosso mês?
