notas literárias janeiro '25
hábitos de leitura, gestão de biblioteca pessoal, literatura lusófona contemporânea, estatísticas de leitura mensais, planeamento de leituras
Fotografia da minha autoriaAs minhas leituras são planeadas com uma certa ordem, porque privilegio sempre os clubes/desafios que abracei, mas sem pensar no que poderão ter em comum. Não obstante, gosto muito quando consigo estabelecer elos entre histórias, porque é como se se estivessem a alinhar diferentes planos narrativos.Inspirada por este pensamento aleatório, decidi ampliar o propósito das notas literárias. Assim, para além da componente musical (que também terá uma abordagem nova), partilharei as curiosidades que fui registando ao longo do mês, bem como a tbr para o seguinte.a tbr de janeiro: expectativaPerguntem a Sarah Gross, João Pinto CoelhoOnde Crescem os Limoeiros, Zoulfa KatouhAs Histórias Que Não Se Contam, Susana PiedadeO Que a Chama Iluminou, Afonso CruzA Cama Onde Elas se Deitam, Faridah Àbíké-ÍyímídéA Amiga Genial, Elena FerranteMulheres Invisíveis, Caroline Criado Pereza tbr de janeiro: realidadeDos sete livros anteriores, li seis, porque Mulheres Invisíveis é para descobrir com calma, atendendo a que é de não ficção e inclui vários dados para assimilar. E ainda acrescentei:O Que Escondemos na Luz, Lara FélixObra Reunida, Carla Madeira (o texto inédito, já que os romances tinha lido em separado)As Outras Máquinas de Arquimedes, Joana Bértholo & João Diasalgumas curiosidadesEm janeiro, li:9 livros: 3 romances, 2 jovem adulto, 1 de não ficção, 1 policial/thriller, 2 de contos;7 autoras e 2 autores: 5 portugueses, 1 canadense, 1 italiano, 1 britânico e 1 brasileiro;duas autoras pela primeira vez: Zoulfa Katouh e Lara Félixpela segunda vez A Amiga Genial, de Elena FerranteFavoritos do mês:Perguntem a Sarah Gross, João Pinto CoelhoOnde Crescem os Limoeiros, Zoulfa KatouhO Que a Chama Iluminou, Afonso CruzNão consegui estabelecer um elo entre todas as histórias, mas há três que até parecem ser um complemento umas das outras. Ora reparem:Layla e Salama, de Onde Crescem os Limoeiros, recordaram-me Esther e Sarah, de Perguntem a Sara Gross;O cenário de guerra, desumanidade e destruição que encontrei no livro de João Pinto Coelho também o encontrei no livro de Zoulfa Katouh - sem esquecer que essas características são muito mais ampliadas no segundo;Quando Afonso Cruz refere que tirou várias fotografias numa manifestação, mesmo que o alertassem para guardar a máquina, fez-me lembrar de Kenan e do seu trabalho para filmar/fotografar o que se passava na Síria.vamos a contas?Um dos propósitos que renovei foi o de continuar a ser consciente na hora de comprar livros. Por esse motivo, sem entrar em book buying ban, optei por listar obras que quero mesmo comprar este ano e ir fazendo uma gestão equilibrada dos gastos. Deste modo:Comprei um livro físico, usufruindo de uma campanha de promoção da Bertrand: na compra do livro mais recente da Mafalda Santos, ofereciam o primeiro da autora. Além disso, como tinha dinheiro em cartão, achei que compensava pagar 11,74€ por dois exemplares;Ativei subscrição no Kobo Plus, que me custou 6,99€. Li 4 eBooks, o que me fez poupar 76,28€ (para referência, usei o valor dos livros físicos na wook);Comecei janeiro com 42€ na Apparte. Uma vez vez li 9 livros, adicionei 9€, partindo para fevereiro com 51€.banda sonoraNos últimos dois anos, procurei associar sempre um canção aos livros que fui lendo, compilando tudo numa playlist no Spotify. Em 2025, a abordagem será um pouco diferente, porque não terei essa playlist disponível, mas associarei mais temas a cada história.tbr de fevereiroPalavra do Senhor, Ana Bárbara PedrosaMelhor Não Contar, Tatiana Salem LevyUma Mulher Não é Um Homem, Etaf RumEnquanto Lisboa Arde, o Rio de Janeiro Pega Fogo, Hugo GonçalvesHistória do Novo Nome, Elena FerranteAmar em Tempo de Pandemia, Edgar Martins ValenteAquilo Que o Sono Esconde, Mafalda Santos
Texto originalmente publicado em Entre Margens