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Lidia Maksymowicz tinha três anos quando, em dezembro de 1943, entrou com a mãe no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde foi marcada com o n.º 70072. Durante treze meses, sobreviveu àquele inferno como uma das pequenas cobaias de Josef Mengele, conhecido como o ‘Anjo da Morte’.

Em janeiro de 1945, após a libertação, sai de Auschwitz na companhia de uma mulher polaca, que decidiu adotar um dos órfãos deixados num local repleto de cadáveres. É na casa desta mulher que Lidia vive e cresce. No entanto, a pequena sobrevivente não esquece o seu nome nem a mãe biológica: não deixa de acreditar que a mãe está viva, nem de a procurar. E, de forma quase miraculosa, as duas irão reencontrar-se, dezassete anos depois.

Em 2021, Lidia Maksymowicz foi a Roma para a estreia de um documentário sobre a sua vida e, após cumprimentar o Papa Francisco, levantou a manga da camisa, mostrando ao Sumo Pontífice o número de inscrição com que havia sido marcada à entrada para o campo de concentração: 70072.

‘70072: A menina que não sabia odiar’, a biografia de Lidia Maksymowicz, a criança que passou mais tempo no campo de concentração Auschwitz-Birkenau, já se encontra em pré-venda e chega às livrarias a 26 de Janeiro, na véspera do Dia Internacional em Memória das Vítimas de Holocausto.

O prefácio é da autoria do próprio Papa Francisco.