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| Fotografia da minha autoria |
«Não nos deixes ficar por aqui»
O silêncio dos nossos passos é tão incerto
E a estrada, sempre curvilínea, reorienta-nos
As pegadas, os [a]braços, a direção
Há um sonho que se estende para lá da linha
E a partida, utópica e fragmentada, ganha forma
Por mais que o Norte mude de lugar
E eu já não saiba bem quem sou
Teremos sempre um banco de jardim
Perto da estação, onde os reencontros
Fortalecem os laços que nos ligam
Recuperando os traços que nos enlaçam
O comboio anuncia a tua chegada
E a minha despedida em câmara lenta
Num compasso de tempo que foi nosso
E que, hoje, é só uma história
Que vagueia pelo mundo
