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Quando penso que já gastei todas as palavras que conheço para elogiar a escrita da Teresa Veiga, percebo que me enganei. Há sempre mais qualquer anotação para fazer.
Nos seus contos não há personagens que são mesmo muito maus, nem personagens que são tão puros que causam náusea. Há histórias contadas numa prosa de mestre, que quase nos fazem acreditar que escrever é fácil. Tal não é a forma como escorregam estreito abaixo.
Encontramos gente agradável capaz da mais vil das escolhas e gente peçonhenta que tem em si uma espécie de redenção num ato enternecedor. Quase parecem humanas estas personagens, é o que é.
Nas histórias de Teresa Veiga não há uma ansiedade desgovernada por um climax medíocre e esperado, há a curiosidade que prende o gato à folha sem o deixar arredar pé, levando-o a pensar como é que a artista o fez chegar até ali sem que previsse o que de lá vinha.
É um livro de cento e poucas páginas que podia ter quinhentas e quarenta e sete que o leitor não dava por elas passarem.
Olhem, tudo isto que escrevi, bem espremidinho, pretende dizer isto: uma maravilha.
E nem vamos falar da capa, que vocês já sabem que me perco com as capas da @tintadachina .
