Eu sei, eu entendi.
Um livro que me conquistou pela capa. Um #favorito de #leitura, que de tão dramático parece ficção. E eu não estava preparada. Maya nos conta sua história de infância, dos sete aos dezesseis. Com uma leveza, visto tudo que passou. Sobrevivência. Uma inspiração.
Racismo, abuso sexual infantil, abandono parental, pobreza, gravidez precoce. Nada disso a impediu de voar, de se libertar. De sonhar. De crescer. A minha parte queridinha é do ferro velho, com certeza. O livro é lindo e importante. Não como um livro de memórias, parece que quem escreve é a menina no tempo em que acontece.

Marguerite Ann Johnson, a garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê.

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Beijos e até mais 📚