FALAR DE MIM SEM DIZER QUEM SOU EU

Patrícia Fiori Manfré

Crédito da Imagem: OPENAI. Imagem gerada por inteligência artificial com base em poema autoral de Patrícia Fiori Manfré. ChatGPT e DALL·E. 14 maio 2025.

Viver e amar

Por que, por quem

Ser e estar

Aqui, onde, não sei.

Saber e ensinar

O que, a quem

Ler e interpretar,

O mundo, a vida, alguém.

Mesmo sendo por mim, não busco felicidade

Procuro no dia a dia apenas simplicidade.

Vejo com os olhos um mundo diferente

Com o coração sinto-me quente.

Pular e brincar

Sozinha, com você

Descer e subir

Na vida, no amor, no ser.

Ler e aprender

Sobre mim, sobre o mundo

Correr e sumir

Das pessoas, do dia, de tudo.

Meu sim às vezes é não, e meu não às vezes é sim

Pois sou um mar de vontades sem fim.

Escalando as paredes da minha mente, não vejo saída

Mas não para de buscar algo da vida.

Encontrar e achar

Motivos, desculpas

Dar e receber

Presentes, ausências, pelúcias.

Falar e agradecer

Por muito, por pouco

Crescer e emudecer

O que há em mim, um luto, um louco.

Ao andar por aí, com ou sem rumo.

Eu busco e encontro o meu prumo

De uma vida abundante

Com crises de lucidez constante.

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Patrícia Fiori Manfré é doutoranda em Teoria Literária pela UNIANDRADE, sob orientação da professora Verônica Daniel Kobs. Atualmente, é professora na Rede de Ensino do Município de Curitiba.

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Comentários recebidos:

Em ter., 27 de mai. de 2025 às 15:52, Claudinei Duarte de Lima escreveu:

Título já é interessante por si... "Só o título já vale o poema"... os versos reforçam o tesouro dessa bela poesia...

Parabéns colega... 

Assim me arrisco e rabisco um pequeno ensaio "poemático"... 

Poematize... 

Poesia que renova, recria

Com rima ou sem rima

"poetimazando"

"Poematizando"

Sei lá o quê

Como e quando

Só sei que nesse não saber

A poesia nos faz renascer

Com ou sem sentido

É ela capaz de nos mover

Útil, inútil,

O que importa?

Ciranda de palavras

Emoções, sentimentos,

Palavras jogadas ao vento,

Como sementes no solo fértil

da imaginação, ou 

até mesmo na areia desértica da solidão

Sopra a brisa de uma inspiração,

ou o silêncio que grita no meio da multidão...

Clichê, cordel, prosa, poesia

Nenhum adjetivo quiçá seja capaz de te definir...

Simples, complexo como o existir!!!

Poematize sempre...afinal poematizar é eternizar o momento...

Claudinei Duarte de Lima

Mestrando