
Olá, leitores.
Este livro estava disponível no Prime Reading, em e-book. Li por causa do título, já imaginando algo dramático. E é bastante. Temas bastante sensíveis, alguns pouco abordados, o que acho importante. Automutilação, abuso sexual, dependência química, suicídio, relacionamento abusivo, situação de rua, prostituição, luto e transtorno mental são retratados de forma consciente. Algumas passagens me tocaram bastante. A história é fluída, li rapidamente e favoritei o #livro. Existe um estudo de que 1 a cada 200 garotas cometa automutilação. Inclusive, a autora da história. Mas o que eu mais gostei foi a sensação de esperança da protagonista, de que pode melhorar, de que possa existir um recomeço.
“… que temos que escolher quem queremos ser, não deixar que a situação nos escolha” (pág 452).
Além de enfrentar anos de bullying na escola, Charlotte Davis perde o pai e a melhor amiga, precisando então lidar com essa dor e com as consequências do Transtorno do Controle do Impulso – um distúrbio que leva as pessoas a se automutilarem. “Viver não é fácil”. Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica – para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida -, Charlie, com 17 anos, troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores. Cansada de se alimentar do sofrimento, a jovem se imbui de uma enorme força de vontade e decide viver e não mais sobreviver. Para fugir do círculo vicioso da dor, Charlie usa seu talento para o desenho e foca em algo produtivo, embarcando de cabeça no mundo das artes. Esse é o caminho que ela traça em busca da cura para as feridas deixadas por suas perdas e os cortes profundos e reais que imprimiu em seu corpo.
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Beijos e até a próxima 📚🧡.