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Desde que o Quake, o museu do terramoto abriu em Lisboa que tinha curiosidade em visitar, mas as mixed reviews que li deixavam-me um bocadinho de pé atrás.

Acabada de sair de lá, vim partilhar as minhas impressões a quente.

Então, o Quake está dividido em 10 salas e funciona em grupos. Portanto um grupo entra junto e percorre as salas ao longo de uma hora e meia a uma hora e quarenta.

A ideia do museu é o público fazer uma viagem no tempo até ao dia 1 de novembro de 1755, dia de Todos os Santos, em que toda a gente se preparava para os festejos e para a missa quando o pior aconteceu: o terramoto. Seguido pelos incêndios porque toda a gente tinha velas ligadas para celebrar a data religiosa e, por fim, pelo tsunami que varreu Lisboa 90 minutos depois do terramoto.

O pão por Deus já existia, mas ganhou mais vida depois do terramoto como forma de entreajuda.

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Depois ainda acompanhamos um bocado do pós-terramoto e daquilo que foi a reconstrução total de Lisboa pelo Marquês de Pombal.

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O museu é muito interativo e, confesso, que gostei muito mais do que estava à espera. Também inclui dois simuladores de terramoto, um deles achei particularmente bom (e não recomendado a pessoas com problemas de coluna que é o meu caso, mas não fez mossa).

Em quase todas as salas, há intercomunicadores nos quais vocês podem pegar, escolher a língua e ouvir a explicação em cada espaço. Ou podem simplesmente ler o QR code no vosso telemóvel e ouvir a explicação pelo mesmo (com ou sem phones), o que é muito prático.

Também há salas onde podem interagir com os materiais para fazer acontecer coisas: ver mexer placas tectónicas, ver como abanam diferentes tipos de edifícios. Enfim, é mesmo interativo. O que me leva à única coisa de que não gostei. O tempo. Não consegui ter noção do tamanho do grupo, mas o tempo está claramente contado para cada sala e, nalguns casos, gostava de ter tido mais tempo para explorar as coisas e ouvir as explicações ao meu ritmo, sem a "pressão" de que vamos ter de seguir para a sala seguinte com o grupo. De resto, valeu muito a pena a experiência.

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