Rodrigo Breunig (@rodrigobreunig) ficou em segundo lugar, com o conto abaixo.
Um Certo Professor Rodrigo
27/09/26, Unknown escreveu: uau hein
03/12/26, Sara escreveu: caralho que personagem fdp!
12/02/31, Unknown respondeu: Não tive condições de ler além da frase que ele arranca o olho e ainda por cima chama de besta se eu fosse a esposa eu matava conto monstruoso nojento literatura de merda!!!
15/03/27, Gabriel escreveu: é a primeira vez que li eu só tenho 09 anos estou atrocidado
22/03/27, Unknown respondeu: Efetivamente, ele e o Lovecraft às vezes pegam meio pezado, tenho 11, e tbm fiquei mto enterrado com este conto, chorei, pois gosto demais de gatos, gosto não, eu idolatro gatos
28/03/27, Lulu respondeu: tbm estou em shock tenho 10 anos
29/03/27, Unknown respondeu: A função da ficção criativa é apenas expressar e interpretar eventos e sensações como são, independentemente de suas propensões ou daquilo que possam provar — bons ou maus, atraentes ou repulsivos, estimulantes ou deprimentes —, com o autor agindo sempre como um cronista vívido e imparcial, e não como professor, simpatizante ou fornecedor de opinião.
29/03/27, Unknown respondeu: Oh my god it’s a skull — Ai meu deus é um crânio
29/03/27, Bluey respondeu: Nenhuma ficção se compara à realidade, mas a ficção de horror chega perto
30/05/27, Unknown respondeu: eu perdi minha mãe por causa de um gato aí eu matei o gato e morri dps
25/09/28, Tigre respondeu: é verdade eu era o gato
27/02/29, Noel respondeu: É verdade eu era o Machado
14/04/29, Unknown respondeu: Eu era o braço
15/04/29, Unknown respondeu: eu era o crânio
13/05/29, Nath respondeu: Eu era Sobrenatural de Almeida, um personagem secundário
18/09/29, Débora respondeu: Gabriel, acho que existem contos que são pra pessoas mais velhas. tente ler outros poemas dele.
19/11/30, Unknown respondeu: também fiquei cagada, tenho 14 anos e minha professora de português disse para fazermos um trabalho sobre esse conto
22/04/27, Unknown escreveu: Que barato alucinante
30/05/27, Unknown respondeu: Sou assassino e me identifiquei muito com o assassino fictício tchau bjs.
07/05/29, Unknown respondeu: ???????????????????????????????????????????? ?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????? QUE?
04/08/29, Unknown respondeu: Deus é mais menino
30/05/27, Unknown escreveu: para quem aprecia bobagens nesta Terra em chamas é um prato cheio
07/05/29, Unknown respondeu: Discorra mais Sr. Cérebro
30/05/27, Unknown escreveu: meu bichano tbm matou minha família
19/06/27, Julia respondeu: Ah é quem te perguntou
29/11/27, Unknown respondeu: Ei seu bunda mole!
24/06/28, Unknown respondeu: Bunda mole é vc
25/09/28, Unknown respondeu: é verdade eu era tua família
16/02/28, Beatriz escreveu: Leiam “Venham ver o por do sol” de Lígia Fagundes Teles e depois me agradeçam
15/04/28, Unknown escreveu: coco
07/05/29, Antônia respondeu: coco ralado? doce de coco? água de coco? não quero, obrigada.
15/05/28, Unknown escreveu: É doido que, mesmo num século tão distante, possa ser tão atual.
23/08/28, Unknown escreveu: Até poderia se desenvolver em algo mais complexo, um romance talvez... Bom o gato só foi miar o grito da garganta dos condenados depois desses 4 dias que ficou preso lá? 1 dia inteiro era o suficiente pra ele morrer asfixiado.
09/05/29, Unknown respondeu: Mas o conto fantástico é justamente isso, uma coisa fora do nosso real
02/10/28, Unknown escreveu: Alguém sabe quando se passa? (em que tempo)
28/05/29, Unknown respondeu: no meio-tempo
23/10/28, Unknown escreveu: Não gostei fala sério
15/10/30, Unknown respondeu: então pq leu, mentecapto de deus!
19/11/30, Unknown respondeu: Justamente pra saber se ele gostava ou não, seu produto de uma hiena com o príncipe das trevas
29/11/28, Unknown escreveu: Alguém pode fazer um resumo para eu sacar como é
13/05/29, Gui respondeu: o cara tinha um gato preto, aí virou dependente de genebra e matou o gato, dps adotou outro gato igual ao gato q ele matou mas por causa de pensamentos intrusivos ele tentou matar o novo gato tb mas a esposa dele não deixou e por isso ele matou a esposa e decidiu emparedar o corpo da esposa na parede como faziam os monges da idade média mas sem perceber emparedou o gato junto, qnd a polícia chegou o gato miou fim
17/05/29, Unknown respondeu: Bbbbbbbbbbbommmm
09/08/29, Unknown respondeu: resumão adoreiiii kkkkkk man, gênio demais o Edgar
03/07/29, Tito escreveu: Esta é uma narrativa que, como já mencionado implicitamente em seu prefácio, não é mística como as melhores obras dele, por exemplo Ligéia e A queda de Usher, ela é doméstica, pura e puramente uma crítica ao alcoolismo, estado tal que era, digamos, “Carrasco de Poe”...
25/07/29, Unknown escreveu: Me lembro que aos 7 anos eu li essa história em um livro de português, sempre me lembrei, mas nunca tinha me prontificado a procurar, contudo hoje me peguei pensando nela e resolvi procurar para ler novamente, agora estou aqui 59 anos depois novamente impressionada e estupefacta com esse conto maravilhoso
12/09/29, Dora escreveu: ah meu deus eu chorei mtooo, nunca nem de longe eu aceitaria sequer SABER de uma barbaridade dessas não acredito que um ser humano consiga fazer algo assim!! agradeço a deus por ser apenas um conto (acho que fiquei até desidratada de tanto chorar)
25/11/29, Vitório escreveu: meu pai disse que essa tradução foi feita por uma pessoa
17/04/30, Professor Rodrigo escreveu: Olá, meninas e meninos da escola Vera Cruz! Esse conto é cheio de frases mágicas. Aproveitem pra comentar o que acharam. Bom trabalho!
18/04/30, Alice B. do 7º ano C escreveu: Visto que o criador desse conto é Edgar Poe, já era de se prever algo tão deslumbrante. Pode-se atestar como a estrutura é bem elaborada e apresenta claramente as características articuladas de um inimitável conto de terror. Esse homem conhece o medo do desconhecido.
18/04/30, Catarina do 7º ano B escreveu: professor eu achei mui boa só fiquei mui triste com as agressões que o homem fazia com seus animais de estimação, tirar um olho de um gato um suplício de total mal pelo mal, também fiquei às vezes mui aflita com o que acontecia e achei ruim a esposa do homem morrer ela era inocente quase tive uma crise
20/04/30, Laura do 7º ano B escreveu: ao ler eu percebi a riqueza de pormenores, mas ainda me pergunto como esse felino adentrou na parede e se conseguiu adentrar como sobreviver por 4 dias.
01/06/30, Unknown respondeu: Adentrou enquanto seu tutor assassino preparou argamassa e sobreviveu comendo a carne morta da massa cinzenta da falecida esposa
21/04/30, Constanza do 7º ano C escreveu: Como fazer o que os nossos autores favoritos fazem? Como gerar tamanho entrelaçamento do leitor na obra?
21/04/30, Stela do 7º ano B escreveu: Almeja em demasia o sensacionalismo. Opinião pessoal.
21/04/30, Alice G. do 7º ano A escreveu: Não há mais nada para se aguardar do que humor patibular, desesperamento cósmico e suspensão da crença, que é precisamente o que sentimos.
21/04/30, Alice H. do 7º ano A escreveu: Uma das coisas que mais me chamou atenção foi Poe dizer que matou Pluto “porque sabia que ele me amava” e por um lado sentir um pânico incurável e não suportar olhar o segundo gato que era quase igual ao primeiro, o que mudava era ter manchas brancas em forma de forca, que por um acaso foi deste mesmo modo que Pluto morreu, assassinado por Poe em um galho de uma árvore.
22/04/30, Alfredo do 7º ano C escreveu: eu, pessoalmente, gosto de qualquer história que parece que não termina quando
25/04/30, Alice T. do 7º ano A escreveu: Melodramático (sentimental) e prolixo (excessivas palavras exageradas).
27/04/30, Rafaela do 7º ano A escreveu: Até o dia do meu túmulo eu vou ler tudo que puder de Edgar Allan Poe. Com o perdão da palavra, professor, a leitura me deixou chapada.
27/04/30, Francisco do 7º ano C escreveu: Gosto muito de ficcionistas como Poe e o Stephen King, eu não imaginaria que aconteceriam certas coisas, o que mais gosto são coisas inimagináveis, mas tenho algumas imaginações extras para lhe contar professor Rodrigo; Eu não acho um terror muito intenso, acho que a partir da faixa etária dos 10 anos de idade uma criança não vai sofrer nenhum considerável traumatismo; Acho a profundidade psicológica da esposa muito pouca, Poe não é bom no delinhamento de personagens; Após a cena em que o personagem principal retira um dos olhos do mascote a esposa por ex poderia: fugir de casa, demandar divórcio, chamar defensores dos animais, solicitar medida protetiva, retirar um dos olhos do marido, entre outras possibilidades; Outro dos bichos da casa, talvez o macaco, poderia morder o personagem principal e lhe transmitir raiva; Mas professor a narrativa é soberba e só estou falando alguns complementos. Um abraço do seu aluno Francisco
27/04/30, Ernesto do 7º ano A escreveu: não senti muito medo, só me arrepiei nos braços.
27/04/30, Maria do 7º ano B escreveu: Querido professor, confesso que não considerava de fato que haveria de gostar de ler: porém quando comecei não consegui parar. Porém nada incomum devido ao fato do Escritor Edgar Alan Poe ser popularmente considerado tantã das ideias.
28/04/30, Unknown escreveu: Às vezes creio que os bons leitores são cisnes até mais tenebrosos e singulares que os bons autores.
29/06/30, Maitê escreveu: é mais fácil um gato morto passar pelo buraco de uma agulha do que um ser humano entrar no reino dos céus.
17/07/30, Clara escreveu: misericórdia
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Mas o que é que faz de um conto um conto, além da particularidade óbvia de ser uma história curta? Se pudéssemos fazer uma enquete com alguns dos melhores contistas de todos os tempos, o resultado seria mais ou menos o seguinte:
Edgar Allan Poe (autor do conto “O gato preto”, sobre um apaixonado por animais que acaba enforcando um gato e que acaba também matando a própria esposa e oculta o cadáver dela atrás de uma parede mas sem querer empareda um gato vivo com o cadáver): Tudo num conto, na estrutura, no conteúdo, é hipercalculado. O conto é uma caixinha de surpresas com início, meio e fim. O ideal é você começar a escrever quando já sabe aonde quer chegar — pra causar o máximo impacto no final. Tudo precisa ser pensado pra desaguar no clímax. Cada frase tem muito peso, você paga caro por cada frase, e todas as frases que não são pesadas, as fracas, as desvalidas, as desmilinguidas, as peças que não servem pra nada na máquina, devem ser eliminadas com psicopática frieza.
Ambrose Bierce (autor do conto “Uma ocorrência na ponte de Owl Creek”, sobre um condenado a morrer por enforcamento sob as vigas da ponte de Owl Creek que não morre porque a corda rebenta e que foge nadando pelo rio enfeitiçado e andando pela floresta enfeitiçada): Um romance é uma história atulhada de entulhos; não dá pra ler de uma vez só, e as impressões deixadas em cada vez vão sendo sucessivamente apagadas; a totalidade do efeito é algo impossível. Um conto é uma história que dá pra ler de uma vez só.
Machado de Assis (autor do conto “Pai contra mãe”, sobre um caçador de escravizados fugitivos que consegue não perder um filho quando captura uma escravizada fugitiva que perde um filho): Olha, o conto é um gênero difícil apesar de parecer fácil, e acho até que essa facilidade aparente faz mal ao conto — os escritores e leitores ficam achando que o romance é uma coisa mais complexa e mais nobre.
Guy de Maupassant (autor do conto “O medo”, sobre um viajante que fala sobre a noite na qual verdadeiramente compreendeu o que significa sentir medo): Mais do que penetrar no sobrenatural, o conto deve contornar o sobrenatural. Seu efeito é mais aterrorizante quando a história corre no limite do factível, lançando as almas na dúvida. Os leitores perdem o pé na água, e se debatem, e tentam desesperadamente se agarrar ao real e afundam de novo e se debatem de novo, como num pesadelo.
Anton Tchekhov (o melhor contista de todos os contistas que li até hoje desde o primeiro conto que li na vida — não lembro qual conto nem de quem, mas certamente de um livrinho da velha coleção Para Gostar de Ler, que os meus pais recebiam pelo correio com um carimbo na folha de rosto que dizia Exemplar do Professor —, autor do conto “O acontecimento”, no qual uma menina e um menino ficam muito felizes quando uma gata dá cria e muito tristes quando as crias são devoradas por um grande cão dinamarquês): a) É bastante simples a receita para escrever um conto. Você escreve uma história de modo que, se alguém perguntar “A sua história é sobre o quê?”, você possa responder “Ah, ela não é sobre nada”. Quando terminar de escrever, você corta o final. Pronto. Uma história que não é sobre nada e que não tem final. Você escreveu um conto. b) Se os meus personagens são matadores de gatos, não estou escrevendo sobre matadores de gatos, estou escrevendo com matadores de gatos. Minha preocupação não é dizer que matar gatos é errado. Minha função é mostrar os matadores como eles são. Fazer sermão, pra mim, seria irrealizável. Para representar matadores de gatos, preciso falar e pensar como eles, sentir como eles sentem. c) Quando escrevo, confio plenamente no leitor. Ele mesmo acrescenta os elementos que faltam.
Jorge Luis Borges (autor do conto “O Evangelho segundo Marcos”, sobre um estudante de medicina que vai veranear na estância de um primo e acaba sendo crucificado pelos criados do primo): Escrever um romance grosso, desses enormes, deve ser um saco. Que perda de tempo! Quinhentas páginas pra dizer algo que dá pra dizer em voz alta em poucos minutos!
Clarice Lispector (autora do conto “Uma galinha”, sobre uma galinha que vai ser morta pra virar almoço e de repente bota um ovo e a família fica com pena dela): Ah, prefiro escrever romances. Cabe quase tudo dentro do romance.
Eu, professor Rodrigo, nunca escrevi pra valer nenhum conto e nem sei se um dia vou me arriscar a tentar, mas acho que muitos contistas concordariam que uma das coisas mais fundamentais de um conto matador é a força mágica de sua última frase. Num romance, a frase mais lembrada costuma ser a primeira. Num conto, é a última.
Não necessariamente a frase mais encantadora é sempre a última, mas muitas vezes a magia explode na nossa cara com as palavras que finalizam a história. Que finalizam o tempo concentrado. Que finalizam o mundo concentrado. Que finalizam as frases mágicas concentradas. As divinas orações mágicas. Saber onde parar.
Não existe uma fórmula da frase mágica e maravilhosa. A gente meramente lê a frase, mesmo que seja uma frase perdida no meio da história, e sente na hora que é uma frase muito mágica, mais ou menos mágica ou nem um pouco mágica. Quanto mais lemos literatura, mais desenvolvemos nosso sentido identificador de frases mágicas.
Nas histórias que podem ser chamadas de contos, a força encantatória das últimas palavras, não só por seu dom de produzir surpresa ou susto, mas também por fabricar beleza, mistério, felicidade, tristeza, banalidade transcendente etc., muitas vezes ilumina ou transfigura ou imprime com mais força nas nossas cabeças aquilo que lemos nos minutos anteriores. Aliás, pensando bem, toda grande história escrita, seja ela uma crônica, um conto, uma novela ou um romance, costuma ser assim: cada frase que vamos lendo vai transfigurando as muitas ou poucas frases que tínhamos lido antes dela.
Vejamos as frases que finalizam os contos mencionados na enquete que fizemos há pouco.
O gato preto: “Eu emparedara o monstro dentro da tumba!”.
Uma ocorrência na ponte de Owl Creek: “Peyton Farquhar estava morto; com o pescoço quebrado, seu corpo balançava suavemente, de um lado a outro, sob as vigas da ponte de Owl Creek”.
Pai contra mãe: “Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração”.
O medo: “Naquela noite, no entanto, não corri perigo nenhum; mas prefiro reviver cada hora de todos os perigos mais terríveis que já enfrentei do que reviver aquele único minuto do tiro da espingarda na cabeça barbuda na janelinha”.
O acontecimento: “Vânia e Nina se deitam para dormir, derramam lágrimas e passam muito tempo pensando na gata ferida e no cruel, no insolente, no impune Nero”.
O Evangelho segundo Marcos: “O galpão estava sem teto; eles haviam arrancado as vigas para construir a Cruz”. (Experimentem abrir um livro qualquer de Jorge Luis Borges e passar o dedo por uma frase qualquer — vocês tocarão quase inelutavelmente uma frase mágica: “Viajar com aquele livro, tão vinculado à história de seu sofrimento, era uma afirmação de que esse sofrimento tinha sido anulado e um desafio secreto e alegre às frustradas forças do mal”.)
Uma galinha: “Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos”.
Acho que, de todos os contos cheios de frases mágicas que até hoje li, meu favorito é “Emergency”, de Denis Johnson, no qual li exatamente no meio da história: “A estrada na qual estávamos perdidos cortava o mundo exatamente no meio”.
Espero que vocês também criem suas coleções pessoais de frases mágicas!
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Queridos alunos, tudo bem se eu desaparecer aqui sem me despedir? Fui demitido da escola, e as despedidas me deixam deprimido demais... Então não me despeço e desapareço.
As numerações na frente das falas me deixaram um pouco confuso. O que significa “27/09/26”, etc? O formato sugere uma data, mas não acho que seja uma data… Honestamente, boiei.
No começo da leitura temi que o texto investisse demais no formato “imitação de rede social”, que sempre tem grande chance de ser cansativo, mas isso não aconteceu. As falas são boas, o ritmo é bom. “ele arranca o olho e ainda por cima chama de besta se eu fosse a esposa eu matava conto monstruoso nojento literatura de merda!!!” Sim, infelizmente, acho que é assim mesmo.
“estou atrocidado” - dei risada alto. Aliás, dei risada mais de uma vez. “Quando terminar de escrever, você corta o final. Pronto.” Pois é :-)
O Rodrigo é bem sucedido em fazer com que os diferentes participantes da conversa falem com vozes diferentes, uns tentando ser mais sérios, outros na zoeira, uns usando palavras mais difíceis, outros usando gíria, uns deixando transparecer o desejo de agradar o professor, uns mais racionais, outros puro sentimento, erros de português, etc.
“Quanto mais lemos literatura, mais desenvolvemos nosso sentido identificador de frases mágicas.” Verdade. E detectamos também as frases instagramáveis, que são aquelas que se esforçam para ser mágicas, como uma criança se borra de maquiagem tentando parecer adulta. Neste conto, não há isso.
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