Ouvi falar pela primeira vez deste livro quando a falou sobre ele no seu blog, há alguns anos.

Entretanto, saiu a versão portuguesa pela Iguana, Penguin, e a edição é linda, em capa dura, uma novela gráfica belíssima sobre a vida do Van Gogh.

Há uns anos, tive a sorte de visitar o museu Van Gogh em Amesterdão, e a maior parte do meu conhecimento sobre o autor vem daí. O museu também tem algumas telas que podemos ver ao microscópio para observar as texturas da pintura do autor.

O livro segue a vida do autor em Arles, no sul de França, onde criou algumas das suas pinturas mais conhecidas. Ali, sonha em criar um ateliê de artistas, onde ele e os amigos possam pintar juntos. Convida o pintor Gauguin, com quem passa algum tempo em Arles.

No entanto, os seus problemas de saúde mental vão-se agravando ao longo do tempo. Depois de uma discussão com Gauguin, acaba por cortar parte da própria orelha e acabar por viver numa instituição. A partir daí, os seus sonhos vão-se desfazendo.

Durante todo o tempo vai trocando cartas com o irmão, Theo, a quem envia os seus quadros.

Mas todos somos mortais e susceptíveis a todo o tipo de doenças, por isso, é mais de que justo que eu receba também a minha parte.

(…)

Só quando estou a pintar, junto ao meu cavalete, me sinto vivo.

Tento produzir algo para me reconfortar, algo que me dê prazer.

(…)

Tenho momentos bons e momentos maus, não apenas maus. Que venha o que tiver de vir.