Fabien está prestes a ser pai da sua segunda filha e tem apenas um único receio: que ela nasça com trissomia 21.
Não sabe bem de onde vem este receio, talvez por ser um dos problemas mais falados que podem surgir durante a gravidez.
A mulher de Fabien é brasileira, ele é francês e numa gravidez que passa pelos dois países, a trissomia 21 e a tetralogia de Fallot (problema cardíaco frequentemente relacionado com a trissomia 21) não são detetados.
Assim que Júlia nasce, todos os piores receios de Fabien se concretizam. Ao olhar para ela pela primeira vez, reconhece-lhe todos os traços de uma criança com trissomia 21 e não a reconhece como sua filha, não a sente como sua filha. Não consegue trabalhar e recusa-se a pegar-lhe ao colo ou a dar-lhe banho.
Só quando o casal visita uma geneticista que trata a trissomia com humor e que fala da autonomia que vê em muitos dos seus pacientes adultos é que as coisas começam a mudar.
Júlia vai surpreendendo os pais a cada instante, é adorada pela irmã mais nova e vai-se tornando um membro da família.
Uma novela gráfica incrível e muito honesta sobre a diferença e os medos que lhe estão associados. Não podia recomendar mais.

