Boa noite.

 

Hoje apresenta-se uma breve definição de desenvolvimento sustentável. Seguida de dois poemas do Concurso Literário Natureza 2025. Finalmente, apresenta-se o filme "Lindo" o qual nos permite saber mais sobre o impacto da poluição marinha nas tarturas e peixes que vivem nas águas de São Tomé e Príncipe.

Logo que possível inicia-se a divulgação dos outros trabalhos seleccionados para a Antologia. Os trabalhos que já foram publicados neste blog, recebidos no contexto do Concurso Literário Natureza, farão todos parte deste livro digital.

 

Conceito de desenvolvimento sustentável

Desenvolvimento que permite a satisfação das necessidades do presente sem comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.

A sustentabilidade ambiental surge em igualdade com a sustentabilidade financeira e outras dimensões de sustentabilidade.

 

Fonte:

Assembleia Geral das Nações Unidas. (1987). Report of the world commission on environment and development: Our common future (Relatório da comissão mundial sobre ambiente e desenvolvimento: o nosso futuro comum). Oslo, Noruega, Desenvolvimento e Cooperação Internacional: Ambiente.

 

Alguns poemas do Concurso Literário Natureza 2025:

 

Nossa Lei, por Simone S. (2º Lugar)

 

As leis se dobram como véus,
Sobre os olhos de quem cala...
Enquanto o grito do justo ecoa
Num tribunal que não fala.
 
 
Prometem justiça às claras...
Mas operam na penumbra do texto.
Onde há norma, há exceção...
Onde há réu pobre, há pretexto.
 
 
O tempo da lei é cego e mudo...
Caminha lento, ou se arrasta...
Mas corre, se for conveniente,
Na pele do fraco, a espada gasta.
 
 
Brechas? Não são descuidos.
São passagens cuidadosamente esculpidas,
Por mãos que escrevem a norma...
E apagam as feridas.
 
 
O interrogatório, tardio ou não,
É só o espelho do que se quer mostrar.
Mas nos bastidores do processo,
A verdade aprende a se calar.
 
 
E eu, que estudei cada artigo,
Vejo o silêncio como sentença...
Pois não é a lei que falta,
É a justiça ─ e sua presença.

 

 

A Montanha do Ser, por Shirley L. (3º Lugar)

 

Há dias em que o peito quer voar,
Outros o chão parece sumir
Somos feitos de ânsia de alcançar,
E de medos que vêm insistir.

 

Num instante, a coragem se acende,
Logo após, a incerteza nos chama.
Entre o caos e o amor que surpreende,
Respira a nossa natureza humana.

 

Queremos amar sem nos ferir,
Mas do amor vem também a dor.
Queremos sorrir sem desistir,
Mesmo quando o mundo perde a cor.

 

Ser humano é subir e escorregar,
É cair sem perder a direção.
É no abismo também se encontrar,
E no erro aprender compaixão.

 

É lutar contra o próprio espelho,
Encarando a verdade no olhar.
Ser inteiro, mesmo sendo imperfeito,
E, em silêncio, também se perdoar.

 

Cada passo é um novo renascer,
Mesmo em noites de sombra e neblina.
Há beleza em continuar a viver,
Pois ser humano é luz, é rotina.

 

Fica aqui o convite a conhecer o filme "Lindo". Com as suas imagens coloridas de verde e das cores de aves e frutas nativas, enquadra a nossa descoberta da vida das tartarugas marinhas, sempre confrontada com a pesca e a poluição marinha. Por exemplo, os plásticos que são levados pelas correntes marítimas até aos locais mais improváveis.

Uma cena muito cativante é a da "caminhada" de uma tartaruga recém-nascida até às águas do mar. Um percurso feito muito vagarosamente e deixando ficar um rasto na areia: o das barbatanas a impulsionar o corpo deste pequeno ser vivo. A filmagem é feita durante a noite e a escuridão do horizonte e o som das águas tornam ainda mais envolvente esta cena.

 

Até breve.