"O vendedor de sonhos" de Augusto Cury, degue-se à leitura do livro "A saga de um pensador" do mesmo autor, por isso a expetativa para este era também grande. Alguém já o leu?

Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. De seguida, espalha a mensagem que a sociedade moderna se tornou num manicómio global. O seu discurso fresco e irreverente conquista as pessoas, habituadas a frases feitas e ao «politicamente correcto», ao mesmo tempo que as assusta. O que pensar de um estranho com ar de pedinte que fala da importância de vender sonhos ao ser humano? Uma ideia maravilhosa, mas invulgar… Numa época em que nos habituamos ao ritmo e às exigências desmesuradas de um relógio que não pára, libertarmo-nos das grilhetas da rotina e recuperarmos a consciência do que é, de facto, importante nesta vida pode ser assustador. Mas é fundamental!

E como não podia deixar de ser, português é mesmo assim, uma multidão que se junta para ver o homem saltar. Mas eis que aparece um outro fulano, que parece nem pertencer àquele quadro e que lá vai ele, passando as barreiras que se vão criando e se aproxima do outro que quer saltar. Com o dom da palavra, trá-lo de volta à realidade e dá-lhe a possibilidade de escolher viver. E este, cuja vida parecia não ter motivos para continuar, começa a seguir o estranho que fala de uma forma estranha e que apenas quer vender sonhos.

Uma viagem ao interior da mente humana. Pelos padrões do que é certo e errado, pelos pressupostos e pelos preconceitos. Sabemos que todos os temos, mas também estamos cientes que nem sempre somos capazes de lidar com eles. O livro tem continuidade.