Boa noite.
Hoje fica um poema por R. Santi, que alude às tempestades em Portugal e ao sentimento de esperança num futuro reconstruído. Fica aqui também um sinal de solidariedade perante as vítimas das inundações no Brasil.
DEPOIS DO VENTO, por R. Santi (Brasil)
Primeiro veio o vento
escurecendo telhados
desordenando o mar
calando as praças
Depois vieram as imagens
casas abertas
ruas em silêncio
livros protegidos entre braços
E eu fiquei daqui
pensando em vocês
Como estão as cidades agora?
As janelas voltaram a se abrir?
Há passos outra vez nos centros culturais?
As luzes já acendem sobre as mesas
onde a palavra encontra abrigo?
Pergunto baixo
como quem respeita o tempo das pedras
e o tempo das pessoas
Se alguns concursos silenciaram
talvez seja apenas pausa
daquelas que antecedem o recomeço
Em 1755
o gigante lusitano tremeu
e o mundo pensou que era fim
Mas não era
Portugal não caiu
ajoelhou
E quando se cai de joelhos
não é rendição
é oração
é fôlego
é reconstrução
Castelos podem ruir
fachadas podem ceder
editais podem esperar
O que permanece
é o povo
Maior que qualquer monumento
mais antigo que qualquer muralha
mais forte que qualquer vento
A notícia ecológica do momento, em Portugal, parece ser o início do desmantelamento da Central do Pego.
E, entre as iniciativas planeadas, de facto, a que poderá suscitar mais curiosidade é a produção de hidrogénio verde. Com efeito a notícia que se segue não explica que utilizações terá o hidrogénio verde...
Até breve.