
Se eu alguma vez pensei adorar uma série com cowboys passada em Montana? Não, mas aconteceu.
Yellowstone conta a história do rancho de John Dutton que tenta manter-se a funcionar apesar do mundo parecer querer evoluir e transformar Yellowstone que faz fronteira com o rancho num parque de diversões.
Há muita coisa para gostar aqui para quem é de veterinária (como eu), desde a reação do Jimmy quando percebe como funcionam as inseminações nos cavalos, as palpações retais nas vacas para diagnóstico de gestação e o tema da brucelose. E também para quem gosta de vida selvagem, porque há lobos, há ursos, há uma paisagem magnífica em todos os episódios. Além disso, a série fala bastante da cultura indígena da região.
Mas também há muita violência. Aliás, se tivesse de descrever esta série numa palavra seria provavelmente essa, há muita porrada, muitas mortes, muita vingança e muito rancor, muito “olho por olho, dente por dente”. E há uma história familiar complexa e difícil no meio de tudo isto.
Além disso, o genérico é excelente.
As primeiras quatro temporadas estão na Netflix. A quinta não está e parece que não vai estar tão cedo... E é triste, muito triste, vá lá que nenhum dos meus personagens preferidos morreu, mas mesmo assim chorei no final. Enfim, ficam algumas pontas soltas, mas vale a pena para ter uma conclusão para a série. E o destino do rancho pareceu-me justíssimo.